Incidência

O cancro do pâncreas é a quarta causa mais comum de morte por cancro em todo o mundo e afeta principalmente pessoas mais velhas, sendo que a idade média de diagnóstico é de 71 anos nos homens e 75 anos nas mulheres. (1)

A maioria dos casos de cancro do pâncreas começam na região exócrina, a parte do pâncreas responsável pela produção de enzimas digestivas. (1)

(1) Portal da European Society for Medical Oncology [Internet]. Suiça: ESMO 2018 [citada a 15 de outubro de 2020]. Disponível em: https://www.esmo.org/content/download/6625/115171/1/EN-Pancreatic-Cancer-Guide-for-Patients.pdf

Sintomas

Geralmente, numa fase inicial, o cancro do pâncreas não apresenta sintomas. À medida que o tumor evolui, os sintomas podem variar dependendo da sua localização: cabeça, corpo ou cauda do pâncreas. Os tumores na cabeça do pâncreas tendem a causar mais sintomas do que aqueles que se encontram no corpo ou na cauda. (1)

Os sintomas associados a este tipo de cancro incluem (1):

  • Amarelecimento da pele e da parte branca dos olhos (quando o tumor está localizado na cabeça do pâncreas);
  • Dor abdominal;
  • Perda de peso;
  • Fezes gordurosas;
  • Sintomas de diabetes recém-desencadeada, como sede, vontade de urinar frequentemente (polaquiúria) e fadiga.

(1) Portal da European Society for Medical Oncology [Internet]. Suiça: ESMO 2018 [citada a 15 de outubro de 2020]. Disponível em: https://www.esmo.org/content/download/6625/115171/1/EN-Pancreatic-Cancer-Guide-for-Patients.pdf

Fatores de risco

As causas exatas do cancro do pâncreas não são conhecidas, embora vários fatores de risco tenham sido identificados, incluindo (1):

  • Idade avançada;
  • Tabagismo;
  • Alimentação: elevado consumo de manteiga, gorduras saturadas, carnes vermelhas e alimentos processados e, em oposição, baixo consumo de frutas e vegetais;
  • Ingestão excessiva de álcool;
  • Obesidade;
  • Histórico de outras patologias tais como diabetes, pancreatite (ou história familiar da doença), infeção por Helicobacter pylori, vírus da Hepatite B ou Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH);
  • Exposição a certos produtos químicos.

Também para este cancro, a história familiar de cancro do pâncreas e a presença de determinadas mutações genéticas aumentam a probabilidade de desenvolver este tumor (1), entre elas as mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. (2)

O risco de desenvolver cancro do pâncreas para os portadores de mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2 situa-se entre 1,5% e 3%, o que representa um risco relativo 3 a 6 vezes superior, comparativamente com o risco da população em geral. (3)

(1) ESMO. Portal da European Society for Medical Oncology [Internet]. Suiça: ESMO 2018 [citada a 15 de outubro de 2020]. Disponível em: https://www.esmo.org/content/download/6625/115171/1/EN-Pancreatic-Cancer-Guide-for-Patients.pdf

(2) ESMO. Portal da European Society for Medical Oncology [Internet]. Suiça: ESMO 2018 [citada a 15 de outubro de 2020]. Disponível em: https://www.esmo.org/content/download/6625/115171/1/EN-Pancreatic-Cancer-Guide-for-Patients.pdf

(3) ESMO. Portal da European Society for Medical Oncology [Internet]. Suiça: ESMO 2018 [citada a 15 de outubro de 2020]. Disponível em: http://produktion.partekk.biz//ESMO/M-2617_ESMO_BrcaA_EN4_1/presentation_html5.html

PT-7516  aprovado a 16/10/2020