Incidência

O cancro da mama é o cancro mais frequente no sexo feminino na maioria dos países do mundo (154 dos 185 países), sendo que em 2018 houve cerca 2,1 milhões de novos casos diagnosticados globalmente. Em Portugal é o cancro com maior incidência, com cerca 6000 novos casos diagnosticados anualmente. A incidência desta doença no nosso país tem vindo tendencialmente a aumentar, mas de forma ténue.

Referência: Guia as mutações BRCA e o cancro, News Engage, 2019 – Capítulo “Patologia do cancro da mama – Sintomas, incidência e fatores de risco” da autoria da Dra Margarida Brito

Sintomas

É importante fazer o autoexame mamário periódico para verificar se surge algum nódulo na mama ou nas axilas, que é a apresentação mais comum. Outros sinais podem ser alterações da forma e textura da mama com o aparecimento de edema da pele tipo “casca de laranja” e/ou retração mamilar.

Não é tão frequente, mas o cancro da mama também se pode manifestar por saída de líquido anormal dos mamilos, principalmente sangue. Qualquer alteração mamária persistente deve ser avaliada rapidamente por um médico.

Referência: Guia as mutações BRCA e o cancro, News Engage, 2019 – Capítulo “Patologia do cancro da mama – Sintomas, incidência e fatores de risco” da autoria da Dra Margarida Brito

Fatores de risco

Não é conhecida a causa precisa do cancro da mama, mas já se identificaram vários fatores que podem aumentar o risco de desenvolver a doença. Os mais importantes são a idade (o risco de ter cancro da mama aumenta significativamente a partir dos 50 anos), ter mutação em genes como BRCA 1 ou 2, ter existido exposição a radioterapia na região mamária antes dos 40 anos e ter história prévia de lesões mamárias como “neoplasia lobular in situ”. Outros fatores de risco são ter familiares em 1º grau com cancro da mama, ou a mama se apresentar com padrão “denso” na mamografia. Não ter filhos, ter a 1ª gravidez após os 30 anos, a utilização de contracetivos orais e terapêutica hormonal de substituição na menopausa, também estão associados ao surgimento de cancro da mama. O tabagismo, excesso de peso ou o consumo álcool têm vindo igualmente a ganhar expressão como fatores de risco para esta doença.

Referência: Guia as mutações BRCA e o cancro, News Engage, 2019 – Capítulo “Patologia do cancro da mama – Sintomas, incidência e fatores de risco” da autoria da Dra Margarida Brito

Diagnóstico

Após a lesão suspeita de cancro da mama ter sido detetada na mamografia e ecografia mamária, é retirada uma amostra de tecido da mesma através de uma biópsia. Esta amostra é enviada para um laboratório para observar se existem ou não células cancerosas. Caso se confirmem, é avaliado qual o tipo de células de cancro da mama, a sua agressividade (grau), e a existência de determinados marcadores (como os recetores hormonais), que podem influenciar o tipo do tratamento escolhido.

Referência: Guia as mutações BRCA e o cancro, News Engage, 2019 – Capítulo “Patologia do cancro da mama – Sintomas, incidência e fatores de risco” da autoria da Dra Margarida Brito

Rastreio

O rastreio de cancro da mama baseia-se na realização periódica de exames mamários em mulheres assintomáticas no sentido de diagnosticar a doença em fases mais precoces, altura em que os tratamentos são considerados mais eficazes e as probabilidades de cura são superiores. Em Portugal o rastreio nacional do cancro da mama cobre cerca 83% do território nacional. É um serviço de mamografias gratuitas, em que as mulheres entre os 50 e os 69 anos de idade são convocadas de 2 em 2 anos através de uma carta para realizar mamografia numa unidade de rastreio localizada perto da sua área de residência. Outra forma é o chamado rastreio “oportunista”, que é a realização de mamografias de rotina recomendadas por um médico (por exemplo médico de família), e é a forma mais frequente de rastreio em algumas regiões como Lisboa. Existem programas de rastreio específicos para doentes com mutações genéticas que são mais intensivos por o risco de ter cancro da mama ser maior, e incluem para além de mamografia e ecografia mamária também ressonância magnética.

Referência: Guia as mutações BRCA e o cancro, News Engage, 2019 – Capítulo “Patologia do cancro da mama – Sintomas, incidência e fatores de risco” da autoria da Dra Margarida Brito

PT-6772  aprovado a 07.05.2020